Terra chamando.
Pois é…
… o tgi acabou, and life goes on.Restam-me as ilusões!
Tem alguém ai ???
Pois é…
… o tgi acabou, and life goes on.Restam-me as ilusões!
Tem alguém ai ???
A moral não me serve de nada
Sortudos eram Sade e Rimbaud que viviam em um tempo em que essas palavras tinham o poder de causar estragos
Hoje as únicas palavras que causam estragos são as da propaganda
As idéia perderam seu encanto, já não servem para mais nada
São peças de museu que residem empoeiradas nos sebos ou igualmente empoeiradas em uma meia dúzia de cabeças
Sim, de uma forma ou de outra, o ser humano visa o poder
Eis a vantagem de se viver em uma época em que boas idéias possuem poder
A nós nos resta a propaganda
A cidade se apagou,
as almas se ascenderam
E foi o fim da música eletrônica
Bem venturado o portador de um violão
A poesia se esvaeceu com a fumaça, a não ser a concreta, ao menos enquanto não passarem outra camada de piche por cima O trem transporta gente, a eletricidade transporta informação Mas nem só de luz vive um homem A voz transporta as palavras, quando não melodias Já a música transporta aquilo que nem o trem, a eletricidade ou as palavras transportam
Me vejo impregnado por frases que não escrevi, por vidas que não são minhas E quando já não me identifico mais na música é no sonho que me encontro Talvez o único lugar em que realmente possa ser eu mesmo, mesmo as vezes duvidando que algo do tipo possa existir O sonho passou a ser o único lugar em que o eu possa existir livremente, ao menos enquanto não existirem pílulas ou maquinas para controlá-lo A vida, que passou a ser tão natural como uma caixa de leite, não pode mais ser vivida fora da caixa. Não existe mais vida no longa-vida.
O amor foi inventado pelo homem para que ele possa agir como um animal sem parecer como um.
Filósofo, músico, compositor e poeta. É isso que as pessoas falam de mim. Mas as pessoas falam tanta besteira também. Ao menos é isso que eu gostaria de ser, ou então é como eu me vejo, mesmo sem nunca ter escrito a droga de um poema ou ter composto a porcaria de uma música. No fundo eu sei que sou uma farsa. Aprendi tão bem a arte de falar a verdade quanto a de mentir.
"Todos os atores deveriam ser doentes do coração", po bixo, o cara que bolou o nome desta peça mandou muito bem. Talvez eu devesse ser ator, ou ao menos fingir que sou um. Fingir eu sei. Sentir também, e isso é importante para ser um bom ator. As vezes finjo que sinto, outras tantas sinto que finjo.
Uma vez pensei em escrever um poema que iria se chamar "A Arte de Magoar". Mas as pessoas não precisam ler esse tipo de coisa. A maioria já vem com esse conhecimento de fábrica. Achei melhor guarda-lo pra mim. Foi melhor assim, desse jeito só eu sei que sou um poeta.
Neruda tinha razão quando dizia que seus poemas poderiam ter tantas interpretações quantas pessoas o liam, logo eu posso ser tantos quantas pessoas me conhecem, e no fundo nós somos aquilo que os outros vêem de nós. Somos pedaços espalhados por aqueles com quem já convivemos. Somos todos poesias ambulantes, e poetas uns dos outros.
A soma dos fenômenos culturais expressa de forma ímpar as características de uma determinada civilização. Em 1.897, o Manual da Conversação de Meyer, define civilização como “a fase pela qual tem de passar um povo bárbaro para chegar a um nível superior de Cultura e Industria, Arte, Ciência e Atitude Moral”. Alguns anos depois, Freud iria fazer uma afirmação um tanto quanto assustadora, e em oposição direta a tal conceito de civilização – não necessariamente ao de Meyer, mas sim ao ideal que ele representa presente no Zeitgeist de sua época. O pai da psicanálise afirma que a civilização origina e fortalece progressivamente o que é anticivilizatório. E o que antes era tido como um momento de continuo progresso passa a significar seu oposto. Ou, como Adorno interpreta em seu célebre texto “Educação após Auschwitz”, a barbárie encontra-se no próprio princípio civilizatório. Fica difícil duvidar de tal constatação ao se pensar na crueldade friamente exercida nos trotes escolares.
Enquanto fenômeno cultural aceito socialmente como simples rito de passagem, o trote escolar expressa de forma singular o retorno a barbárie, seja pela brutalidade nas agressões físicas, ou pela inexplicável aceitação dos torturados física e moralmente. Há algo de sádico nos trotes que nos impele a concordar com Adorno quando ele afirma que a barbárie esta instaurada, e se o que origina a barbárie é a própria civilização como ela se manifesta, só nos resta tentar pensar um outro modelo de civilização, não a partir de conceitos ideais, mas sim do existente, e das possíveis transformações imanentes ao modelo social vigente. O filósofo Indiano Jiddu Krishnamurti afirma que “não é sinal de saúde estar bem ajustado a uma sociedade profundamente doente”. O desespero expresso em seu pensamento só nos faz pensar o quão necessário é pensarmos nas contradições que assolam nossa sociedade, com o intuito de modifica-las em todas as suas manifestações, inclusive no trote escolar.
Alexandre says: que pensamento interessante mas n marbug says: eu sofro de véspera Alexandre says: para ir para o proximo par marbug says: uma hora os parágrafos acabam coloco pontos finais naquelas frases que se acabaram Alexandre says: ai partiremos para o proximo livro marbug says: não sinto isso com vocês três, nem de longe Alexandre says: des de que ela continue a agradaro escritor
É preciso dar palavras à dor